Na quarta-feira recebi uma mensagem pelo WhatsApp de um cliente desconhecido. Era um executivo que me encontrou através do meu site. Ele disse que viajava muito a trabalho e queria marcar um encontro para quinta-feira à tarde, durante seu horário de almoço.
Combinamos de nos encontrar às 13h no meu apartamento. Ele pediu discrição total e perguntou se eu tinha alguma roupa social elegante, pois tinha uma fantasia de estar com uma executiva. Achei interessante e disse que sim.
Na quinta pela manhã, arrumei tudo como sempre faço. Troquei os lençóis, organizei o quarto, deixei algumas toalhas limpas separadas. Para o encontro escolhi um blazer preto justo, uma blusa branca de seda, uma sainha que marcava bem minha silhueta e salto alto. Por baixo, uma lingerie preta bem elegante.
Ele chegou pontualmente. Era um homem de uns 40 anos, alto, cabelos grisalhos, usando um terno bonito e carregando uma pasta executiva. Parecia tenso, como se tivesse vindo direto de uma reunião importante.
“Boa tarde,” cumprimentei formalmente, entrando no personagem que ele desejava. “Entre, por favor.”
Ofereci água, mas ele preferiu ir direto ao assunto. Disse que tinha apenas uma hora e meia antes de voltar ao escritório. A pressão do tempo parecia excitá-lo ainda mais.
No quarto, ele pediu para que eu mantivesse o blazer e a saia inicialmente. Começamos nos beijando em pé, ainda vestidos, como se fôssemos dois executivos que cederam à atração durante uma reunião de negócios.
Ele desabotoou minha blusa com cuidado para não amarrotar, depositando-a cuidadosamente sobre a cadeira. Fez o mesmo com seu paletó e gravata. Havia algo excitante naquele cuidado com as roupas que precisaríamos vestir novamente logo depois.
Quando finalmente nos despimos completamente, ele me puxou para a cama com uma urgência nada profissional. Era como se toda a tensão do trabalho estivesse sendo liberada através do nosso encontro.
Ele era intenso, mas respeitoso. Me beijava com vontade, suas mãos percorriam meu corpo como se quisesse memorizar cada curva. Retribuí com a mesma intensidade, deixando que ele conduzisse o ritmo que precisava.
O que mais me impressionou foi como ele conseguia alternar entre momentos de paixão intensa e carícias mais suaves. Era como se estivesse lutando entre o executivo controlado e o homem que só queria se entregar ao prazer.
Depois do clímax, ficamos deitados por alguns minutos. Ele olhou o relógio e suspirou, dizendo que precisava voltar para uma videoconferência às 16h. Mas não demonstrou pressa para se levantar.
“Há quanto tempo você não tira uma tarde só para você?” perguntei, passando os dedos pelo seu peito.
“Não lembro,” ele respondeu, e percebi uma tristeza em sua voz.
Levantamos juntos e nos vestimos em silêncio. Ele me ajudou a fechar o zíper da saia e eu arrumei sua gravata. Havia algo íntimo naqueles gestos simples de cuidado mútuo.
Na porta, ele me deu um envelope com o valor combinado e perguntou se poderia me ver novamente na próxima semana, no mesmo horário. Confirmei que sim.
“Obrigado por me fazer esquecer o trabalho por um tempo,” disse ele, me beijando antes de sair.
Alguns clientes chegam carregando o peso do mundo nos ombros. Meu trabalho, nessas horas, é oferecer não apenas prazer físico, mas um espaço onde eles podem simplesmente ser eles mesmos, sem pressões ou expectativas. Isso para mim é muito gratificante.

